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domingo, 4 de julho de 2010

Flores ao chão

Tentando praticar a redenção, meu olhar vago percebeu que a natureza se encarrega de purificar minha alma e preparar meu coração. E é a ela que dedico meus versos, minha paixão.

Flores ao chão

Ainda que as pétalas continuem a cair
Infindavelmente
Firme, enraizada, aguardo teu amor
Eternamente

Segura, sei que a beleza vai embora
Retorna
Já perdi esperanças e folhas, flores e amores
Inverno

E se mil vezes me der as costas
Não importa
Uma vez mais depois das mil, te abro a porta
Sorridente

Os ventos são persistentes
As pétalas suspiram ao chão
Aguardo paciente
É meu aguardar em vão?

Perfumar-me-ei com a dor e a tristeza
Vestir-me-ei de temperança
Cantarei no silêncio e na solidão
E quando chegares, amor
Derramarei lágrimas; e flores ao chão.

weo.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nos degraus daquela escada

Addendum
Você disse que se enganou
Que me leu de forma errada
Enviou-me um pedido de desculpas
Eu respondi que não havia nada

Menti. Sofri.Chorei. Fui enganada.
Meu cabelo diferente, você não lembrou...
Meu sorriso de menina, você sequer notou.
Meu olhar distante, você nem me olhou...
Era com o copo e a garrafa que você falava

Pessoas falando alto 
                [meu coração gritava]
Risos, acenos, todos entorpecidos 
                [minha alma desesperada]
Mais uma bebida, por favor
                [queria fugir de onde estava]

Corri. Parei. Chorei. Nos degraus daquela escada.

Saí sem dizer uma palavra
Foi assim que me despedi
Sozinha, novamente, me senti...
Nos degraus daquela escada.

weo,
dedicado à sua honestidade.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sobre o suicídio...

Foi só de uma parte de mim. Nunca faria isso de verdade. Mas matar uma parte mental ou emocional de vc mesmo, pode ser interessante.


Dedicado a V.R.

"Talvez, quando eu estiver velha e enrugada
encontre alguém que me deseje pelo que sou de verdade
e não pelo que aparento.
Mas até lá, ainda vou comer muita poeira de pessoas como você.
Fazia tempo que eu não passava uma noite em claro...
A culpa é minha, sei disso.
Mas amanhã, lá estou eu novamente, acreditando em você,
acreditando em coisas que só existem na minha cabeça.
É um defeito de fábrica, e parece não ter conserto.
Queria sentir o gosto.
Só uma vez pra saber como é.
O que será que a gente sente quando alguém olha lá no fundo,
vê como a gente é de verdade,
e deseja isso profundamente ?
Sabe, aquilo que você me disse, eu já ouvi outras vezes.
É que a gente sempre espera que vai ser diferente...
Agora eu não espero mais.
Por uma questão estatística, sou mais feliz quando estou só.
Deve ser coisa de engenheiro..."
29/04/10
Walkiria Eyre,
pela primeira vez, sem pseudônimos.

Sobre a imagem acima, foi retirada deste site, junto desta descrição:
"A catadora de lixo Judy da Silva Dias, há 79 anos vive do abandono. Ela foi abandonada quando nasceu. Anos mais tarde ela achou  que tinha encontrado a tal felicidade e foi abandona pelo marido. E agora, prestes a completar 80 anos ela foi abandonada pelos filhos. A vida dela apareceu nas páginas do jornal por causa de mais um abandono. Foi ela que, por força do destino ou de Deus, encontrou um recém-nascido em um saco de lixo. Heroísmo que deixa claro que ela não está invisível!  No meio da miséria ela ainda tem os cães e o gato companhia."

Quanta ironia encontrar essa imagem e esse texto logo depois de escrever o 'pseudo-poema' desse post.

domingo, 7 de março de 2010

Recent Poem!

Depois de revirar túmulos, encontrei-me com os Deuses no Olympo e, não é que a conversa foi produtiva! Ainda que o assunto fosse bem outro - início do ano astrológico de Vênus -, é bem possível que minha inspiração tenha sido afetada de forma "literalmente" benéfica. Repentinamente, após longos meses (talvez anos, mal sei precisar) de poem writer´s block, eis que surge um verso, e depois outro, e outros mais...:

Mero Companheiro

Não é por acaso que te vejo
Não é por que me caso, que o desejo
Não é porque te quero, que persevero
Mas é porque me derrubas, que me ergo.

Não é porque perguntas, que te respondo
Não é porque me desnudas, que me oponho
Não é porque te levo, que te acompanho
E ainda que não seja tua, te dou o que ganho.

Mas é porque não me vês, que me desespero
É porque não me ouves, que te me nego
É porque só me queres, que não te quero
E não te vejo nem te respondo, e te desespero.

Cleópatra, a glória de seu pai.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Suspended



ABSOLTO

Escorre em meu corpo remédio, me cura.
Retira essa devassidão de minha alma, que é tua
Transmuta minhas súplicas em uma face pura
Queima! queima, demônio que me tortura
Derrama flores de marfim na mente nua
Perfeitas, coroam meu coração
Transforma em paz, a minha loucura
Destrói os vícios, paixão, imperfeição
Eu sou meu coração, eu sou a lua
Eu sou a imensidão... quebra, grilhão!
A tua boca sangra, homem vão
Morre dentro da sua própria criação
Tudo à sua volta é apenas ilusão
Corpo em febre, remédio emula vida
Diante tantas sombras, diante escuridão
Liberdade é vendida, de mão em mão, escondida
A minha mão querida irá dizer não ?
De maneira alguma, nunca arrependida
Não a minha mão, quero ser digna
Não há solidão, apenas vida esguia
Remédio! remédio! Toma a tua cria.
Foge criação. Devassidão não é sina.

By weo.

Frozen Tear


Lágrimas infindas, um mar de chamas ardentes
Diamantes são tão caros; mas tão inocentes...

A vela acesa chora também
São lágrimas quentes
O céu põe a mão no fogo
Quem chora junto às estrelas cadentes ?

E não carrega a lágrima os teus mais fortes sentimentos ?
Lágrimas são tão caras; são caras as estrelas ?...

Onde há luz há sombra
Quem chora junto à sua sombra ?
Há lágrimas no escuro ?
A vela se apaga...

Vem a luz ao mundo, o sol acende
As lágrimas continuam, antes frias, agora quentes.

Pode parar um segundo ?
O segundo transcende...
É tão caro assim o tempo ?
O tempo não compreende...

Chora as estrelas, tens o céu à tua frente
Chora os diamantes, lágrimas, um mar de chamas ardentes.


By weo.